Parte 31...
Ayla
— Para - a cortei, mais alto do que pretendia. — Para com isso agora.
— É a verdade.
— Não é - falei, firme. — A culpa é do Emir. Só dele. Foi ele quem nos enfiou nisso tudo. Ele tinha opção de deixar você ir embora.
Narin respirou fundo.
— Mesmo assim, olha onde a gente tá. Olha como você vive agora. Nem mesmo pode sair sem que ele brigue com você.
— Eu vou dar um jeito - prometi, mesmo sem saber como. — Eu juro que vou pensar em uma saída. A gente vai escapar.
Ela balançou a cabeça devagar.
— E a tia? Você esqueceu dela? Emir colocou ela num hospital decente. Tá sendo bem cuidada. Se a gente fugir… E se ele jogar ela na rua? Ou fizer coisa pior?
Engoli em seco.
— Eu sei. Eu sei disso.
— Então pensa, Ayla. Não é só sobre a gente.
Passei a mão pelo rosto, inquieta.
— Eu não posso esperar demais - confessei, a voz mais baixa. — O tio dele… Ele é estranho. Me olha de um jeito que… - parei.
— Que jeito?
— Nada - menti rápido. — Só… Acho errado.
— Você tem medo dele? - Na