(Isabella)
Mesmo depois que a porta se fechou e o som dos passos dele desapareceu no corredor, eu continuei parada, encarando o nada. Minha mente repassava a conversa em um loop infinito. “A ponto de roubar você do seu marido...”. A audácia dele era tão absurda, tão inacreditável, que parte de mim se perguntava se eu não havia imaginado tudo. Não conseguia me concentrar no trabalho, as linhas do projeto na minha frente pareciam dançar. Peguei meu copo d’água, a mão um pouco trêmula, e tomei um