"Fugir outra vez. É como reviver um pesadelo com o corpo acordado. Mas há momentos em que o instinto fala mais alto do que o coração — e o meu, por mais que doa, sabe que precisa se proteger". — Luna Castilho
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A madrugada me encontra na estrada, o vento frio batendo no rosto, a lembrança dele ainda pulsando em cada fibra da minha pele. Não preciso enxergar para ver o que deixei para trás: a sombra de um homem que ama como quem destrói e protege como quem sangra.
Fernando.
O nome dele é uma cicatriz aberta, uma promessa que nunca cicatriza.
O táxi me deixa em uma cidade pequena, costeira, onde o cheiro do mar é mais forte que o de gasolina. Escolho o hotel mais simples, pago em dinheiro, uso um nome falso. Velhos truques que aprendi observando o mundo sem que ele me visse. Por um tempo, tudo parece calmo demais. E é justamente essa calma que me assusta.
Sento-me na cama, os dedos buscando o colar que ele me deu. Não o tirei. Nem quando quis. A lembrança dele ainda está ali — n