Fernando
O amanhecer sempre foi meu território. Hora em que decisões se consolidam e os fracos ainda dormem. Mas hoje, o sol nasce diferente. Não me chama para a guerra — me chama para permanecer.
Luna está na varanda quando volto com duas xícaras de café. Eu sei que ela ainda não bebe, mas gosta do cheiro. Diz que o aroma ancora o corpo quando a mente quer correr. Entrego a xícara a ela apenas para que sinta o calor. Um acordo silencioso.
— Você não dormiu — digo.
— Dormi o suficiente — respon