158: Fernando & Luna

Fernando

O amanhecer sempre foi meu território. Hora em que decisões se consolidam e os fracos ainda dormem. Mas hoje, o sol nasce diferente. Não me chama para a guerra — me chama para permanecer.

Luna está na varanda quando volto com duas xícaras de café. Eu sei que ela ainda não bebe, mas gosta do cheiro. Diz que o aroma ancora o corpo quando a mente quer correr. Entrego a xícara a ela apenas para que sinta o calor. Um acordo silencioso.

— Você não dormiu — digo.

— Dormi o suficiente — responde. — O que eu precisava resolver… já foi.

Há algo novo na postura dela. Não é dureza. É eixo. Luna não se curva mais ao mundo — ela se alinha a si mesma. E isso muda tudo.

— Seu pai não vai parar — aviso. Não como ameaça. Como verdade.

— Eu sei — ela diz. — Mas agora ele sabe que eu também não.

O telefone vibra no meu bolso. O nome que aparece confirma o que já sinto no ar. Lúcio.

— Encontraram o homem do hospital — ele diz. — Não vai falar. Mas o rastro aponta direto para Castilho.

Fecho os ol
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