Fernando Torrenegro
Sempre acreditei que finais precisavam ser grandiosos. Que só faziam sentido quando vinham acompanhados de sangue, fogo, sirenes e corpos no chão. Um último acerto de contas que justificasse cada perda, cada cicatriz, cada escolha errada feita em nome da sobrevivência. Vivi como quem esperava esse momento — o dia em que tudo explodiria de vez.
Eu estava errado.
O verdadeiro fim chegou numa manhã comum. Tão simples que quase passou despercebido. O sol atravessou a janela sem