O silêncio antes da verdade é sempre o mais pesado. No instante em que Eduardo fecha a porta do escritório de Marta, o ar parece mudar de densidade. Ele encara os rostos que se viram em sua direção, Darlene, Miguel, Ravi, todos atentos, sérios, quase duros. O clima de tensão não é mais só sobre um menino desaparecido. É sobre um sistema escondido sob a pele da cidade. Um sistema que respira, se move... e lucra.
— Precisamos agir agora — Eduardo diz, direto, sua voz firme cortando o silêncio. —