O choro frágil de Lua preenche o quarto silencioso, como uma música feita só para Marta, que a segura nos braços com um espanto doce e irreversível. O mundo lá fora parece ter desaparecido, engolido pelo milagre quente e leve daquela pele tão pequena, daquele olhar ainda perdido, mas que já é o centro de tudo. Marta respira fundo, os olhos marejados, o coração aos tropeços, como se só agora tivesse entendido de verdade o que significa estar viva.
Jonathan está ali, ao lado da cama, a mão grande