O sol da tarde espalha um brilho dourado sobre o sítio dos Maia, pintando cada folha, cada flor e cada rastro de terra com uma beleza quase celestial. O ar tem cheiro de comida caseira, de pão recém assado e de café passado na hora, enquanto as vozes ecoam pela varanda larga, misturadas a gargalhadas, ao barulho das crianças correndo e aos latidos atentos dos cães.
Dona Maria, de avental impermeável, transborda felicidade. Ela vai e volta da cozinha com travessas fumegantes, recusando qualquer ajuda.
— Sentem-se, meus filhos, a mesa é de vocês! Aqui ninguém fica com fome, só com o coração cheio, diz, com aquele sorriso caloroso que já se tornou marca da casa.
Ravi e Islanne se entreolham de forma cúmplice, apaixonados como se ainda estivessem vivendo a lua de mel. Ao redor deles, os trigêmeos se espalham em risadas.
Ele segura o garfo e ergue o olhar para Islanne, que lhe sorri com aquele jeito doce que o desarma desde o primeiro dia. As filhas, Antonella e Ágatha, estão juntas, sent