O silêncio da sala é quase insuportável. Vivian cruza os braços diante de Rui, o queixo erguido, a frieza estampada no olhar. A tensão é tão densa que parece que até o ar se recusa a circular. Ele a encara, procurando algum ponto de acesso, mas encontra apenas um muro de concreto, firme e inabalável.
— Rui, não precisa me convencer de nada, diz ela, firme, a voz como lâmina que corta.
— Eu já entendi. Eu não signifiquei nada para você. E está tudo bem. Não vou mais insistir em algo que nunca e