Caio Ramos chega em casa como um furacão contido. O portão eletrônico se abre devagar demais para o seu gosto. A caminhonete freia com violência na garagem. Ele salta do veículo como se estivesse fugindo de si mesmo. O blazer vai parar na cadeira da sala, a gravata no chão.
O silêncio da casa é ensurdecedor. O mesmo silêncio que, até pouco tempo, ele gostava. Agora é um castigo.
Ele caminha até o bar, abre a porta do móvel sem cerimônia e saca uma garrafa de whisky envelhecido. Serve-se como se