O cheiro do café recém passado se mistura ao silêncio tênue da manhã, mas é o som da xícara sendo colocada sobre a mesa que rompe, de vez, a calmaria. Eduardo está acordado antes mesmo do despertador, como se algo dentro dele estivesse em ebulição. Quando entra na cozinha, Mariana já está de pé, cabelos presos em um coque improvisado e olhos atentos, como se lesse os pensamentos do irmão apenas com um olhar. Eles se encaram por um segundo que diz tudo, o peso do passado, a tensão do presente e