O relógio marca quinze para as três quando um ronco grave de motor se aproxima dos portões da mansão Schneider. O sol da tarde brilha alto, refletindo no tanque preto fosco da moto que para diante da entrada. A mulher retira o capacete devagar, revelando o cabelo vermelho como fogo, preso em um coque despojado. Os olhos, protegidos por óculos escuros, escondem uma firmeza rara, e quando ela os tira, revela a sagacidade de quem já viu de tudo e sobreviveu.
Eduardo, encostado no pilar do portão i