O trânsito em São Paulo está como sempre, caótico, impaciente e barulhento. Eduardo segura o volante com uma mão enquanto a outra repousa no câmbio, os olhos atentos aos carros que se arrastam diante dele. O trânsito parece ter dado uma trégua e ele, finalmente sozinho, consegue respirar fundo. Um instante de paz. Ele ainda sente o cheiro da terra molhada da fazenda na memória, como se o corpo recusasse a se desligar daquele lugar e daquele amor.
O dia foi longo, carregado, e sua cabeça ainda g