O corredor da maternidade cheira a limpeza e esperança. Os passos se repetem apressados, mas o grupo que avança em direção ao quarto 222 não corre, cada um traz no peito uma ansiedade doce, uma mistura de nervosismo e ternura. Marta segura a mão de Jonathan com força, como se temesse que o marido recuasse diante da emoção que os aguarda. Dona Maria caminha alguns passos atrás, com um lenço na mão, pronta para enxugar lágrimas que já umedecem seus olhos marejados. Lizandra mantém a postura ereta, mas há uma suavidade rara em seu olhar, enquanto David segue silencioso, cada movimento dele calculado como um autêntico chefe da máfia.
A porta se abre.
O quarto os recebe com uma luz amena, cortinas parcialmente fechadas e o bip baixo dos aparelhos monitorando sinais vitais. Mas nada disso importa diante da cena central, Darlene repousa na cama, ainda pálida da cirurgia, mas radiante como nunca. O pequeno Dylan, enrolado em um cobertor azul claro, está aninhado em seus braços, os olhinhos se