O sol ainda não rompeu o horizonte quando Marta e Lizandra deixam a casa em silêncio e seguem em direção aos galpões. O ar da madrugada é frio, carregado de orvalho, e o silêncio da terra adormecida contrasta com a energia delas. Há em Marta uma chama que não se apaga: o orgulho de quem plantou uma ideia, regou com esforço e agora colhe frutos. Seu sítio, antes apenas sonho e risco, hoje rende uma pequena fortuna, sustentando a família com dignidade. Não depende do casamento com um bilionário para garantir o futuro dos pais; depende apenas de sua visão, coragem e suor. Heitor, o pai, confiou-lhe a administração junto com Miguel, e os dois ergueram algo sólido, enquanto dona Maria sustentava tudo no apoio silencioso.
Os passos ecoam entre os galpões. Lizandra observa tudo com olhar clínico, os olhos atentos de quem conhece bem o mundo das criações. É veterinária, proprietária de terras e de galpões de frango e suínos, alguém que entende cada detalhe. Marta apresenta cada espaço com ent