Fernanda
A primeira coisa que aprendi depois de ser marcada foi que a dor não some.
Ela se transforma.
No início, ela queima.
Depois, arde.
E, por fim, endurece.
E eu estava endurecendo.
***
Na noite seguinte, eu me vesti devagar, escolhendo o vestido mais justo, o mais provocante. Preto, curto, com um decote profundo que deixava claro que eu não tinha medo de ser vista. Passei o batom vermelho que Guilherme gostava, aquele que ele sempre dizia que fazia minha boca parecer feita pra pecar.
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