Fernanda
Meus joelhos ainda tremiam quando ele saiu do depósito, a porta se fechando com força, o som ecoando entre as pilhas de garrafas. Eu escorreguei contra as caixas, o vestido rasgado pendendo dos ombros, o peito subindo e descendo em arfadas curtas e irregulares.
O cheiro de álcool e pó de vidro enchia minhas narinas, misturado ao suor que escorria pela minha pele quente, marcada. A tatuagem na nuca queimava como se ainda estivesse sendo feita, como se cada estocada dele tivesse reacendi