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Depois que Guilherme saiu, o silêncio na sala ficou mais pesado que a porra do teto de concreto. Eu e João não dissemos nada por uns bons minutos. O ar parecia denso demais pra respirar, e o gosto de sangue ainda grudava no céu da minha boca. Era como se cada palavra que a gente deixasse escapar pudesse ser a última.
— Ele vai matar o Cássio — murmurei.
João não respondeu. Só passou a mão no rosto, os olhos cheios de culpa. Mas a essa altura, culpa era um luxo que a gente não podia mais carr