📓 Narrado por Miguel Satamini — Terça-feira, 18h52 da noite
As horas passaram, mas nenhuma delas fez o favor de andar direito.
Trabalhar virou fingimento.
Assinei papéis que nem li, respondi e-mails que nem lembro, e dei ordens só pra não ter que ouvir o próprio pensamento.
O sol já tinha sumido, e o reflexo da cidade piscava nos vidros da minha sala como um palco cheio de fantasmas.
Luzes de prédios, buzinas, o som do trânsito lá embaixo tudo seguia, menos eu.
A caneta girava ent