📓 Narrado por Miguel Satamini — Madrugada, no carro
O ar frio bateu no rosto, mas nem arranhou o fogo que ela tinha deixado dentro de mim.
Desci os últimos degraus do prédio com o sangue martelando nas têmporas.
A respiração vinha curta, quente, e cada passo era um insulto à porra do controle que eu achava que tinha.
Entrei no carro e bati a porta com força.
O som ecoou no peito, seco, irritado, quase um grito preso.
O volante gemeu entre meus dedos quando apertei com força.
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