📓 Narrado por Miguel
— Viu o quê? — perguntei, o sangue fervendo, a voz arranhando no peito.
Lacerda respirou fundo, ajeitou o colarinho amarrotado e me olhou com aquele ar de quem se acha dono da situação.
— Eu vi ela, Satamini. — disse, calmo demais pra quem tava encurralado. — A Clara.
Na porta da clínica onde minha irmã faz tratamento.
O mundo parou.
Clínica.
A palavra me atravessou feito lâmina.
Ele percebeu. Claro que percebeu. E sorriu aquele sorriso torto, nojento, que ele us