📓 Narrado por Clara — Domingo, 8h12 da manhã
A estrada era a mesma de sempre reta, seca e com cheiro de terra molhada no ar , mas agora parecia mais longa.
O táxi parou em frente ao portão verde descascado, o mesmo que meu pai pintava todo fim de ano, jurando que daquela vez a tinta ia durar.
Desci com a mala nas mãos. O chão de terra batida rangeu sob o peso.
O som do vento batendo nas telhas do galpão me trouxe de volta pra casa antes mesmo de entrar.
Aquele quintal era uma lembrança vi