Leonardo olhou para Clarice, sentindo que, pela primeira vez em muito tempo, não precisava se esconder. O vento soprou mais forte, balançando os galhos das árvores da praça, como se o mundo, silenciosamente, estivesse escutando também.
— Então... — ele murmurou, os olhos ainda fixos no céu — talvez a gente só precise se permitir ser, do jeito que for.
Clarice sorriu, e naquele instante o sorriso dela parecia ter o poder de acender uma estrela.
— Ser, mesmo quando não sabemos o que estamos sendo