Mundo ficciónIniciar sesiónJúlia Bitencourt, uma adolescente de 17 anos que vive com os pais no Morro do Alemão, sempre se sentiu diferente. Marcada pela solidão e pelas dificuldades em casa, ela tenta, mesmo entre altos e baixos, manter um sorriso no rosto. Sua vida começa a mudar quando, em um dia comum, cruza o caminho de um rapaz misterioso conhecido apenas como “Red”. Sem imaginar quem ele realmente é, Júlia se aproxima dele e de seu círculo de amigos, descobrindo pouco a pouco segredos que transformarão seu mundo. À medida que os sentimentos entre os dois crescem, Júlia percebe que essa ligação pode trazer tanto felicidade quanto perigos inesperados. Entre dúvidas, escolhas e revelações, ela terá que descobrir até onde está disposta a ir para viver uma história que pode ser sua maior chance de ser feliz — ou seu maior risco.
Leer másÍsis Soares
Desde o momento em que acordei, havia algo diferente no ar, como se cada minuto do dia estivesse me empurrando inevitavelmente para um ponto sem volta. Esta noite meu destino seria decidido. E no meio de toda essa tensão e expectativas que não eram só minhas, eu carregava uma esperança misteriosa por já conhecer o nome por trás do acordo: Guilherme Lucchese. Guilherme não era um estranho para mim, mesmo sem termos realmente convivido, sem muitas conversas longas ou muita proximidade. Eu o via em eventos, sempre cercado de pessoas, sempre gentil e sorridente. Diferente dos outros ele não precisava chamar atenção, havia algo nele que se fazia ser notado. E eu gostava disso, e talvez tenha sido aí que tudo começou, na admiração e na curiosidade, além da sua beleza que atraia olhares por onde passava. Foi então que um sentimento cresceu em silêncio dentro de mim, uma paixão platônica e segura. Talvez eu tenha escolhido enxergar o que queria ou talvez eu tenha ignorado qualquer coisa que fugisse da imagem perfeita que criei dele. E no caminho para o jantar dessa noite, esse sentimento voltava com força. Porque no meio de tudo que eu não podia controlar, a ideia de que se fosse com ele, não seria tão ruim. Talvez de uma forma distorcida, seria até certo, mesmo que essa certeza fosse construída apenas por mim. E no auge dos meus 25 anos, eu sabia que o momento de me casar chegaria e não seria eu quem escolheria meu futuro marido. — Fique ereta. A voz da minha mãe veio suave, mas firme, enquanto seus dedos ajustavam mais uma vez a manga do meu vestido. — Está ótimo, mãe. — murmurei, sem muita paciência. Ela não respondeu, apenas continuou analisando cada detalhe meu como se estivesse revisando uma obra antes de ser exposta, ou melhor, negociada. — Agora sim. — disse, satisfeita, afastando as mãos devagar. Desviei o olhar para a janela, tentando me acalmar. O movimento do carro, as luzes da cidade passando rápidas e o silêncio carregado. — Preste atenção. — a voz do meu pai cortou o silêncio prática e direta como sempre. — A família Lucchese valoriza postura, discrição e segurança. — Eu sei. — Não é só sobre o que você diz — ele continuou. — É sobre como você se comporta. Como se posiciona. Como responderá. — Alberto… — minha mãe chamou, em um tom leve de advertência. Mas meu pai não parou. Claro que não. Era um negócio. — Eles precisam ver que você entende o que está em jogo, Ísis. — Eu sei disso pai. — assenti, apertando levemente o tecido do meu vestido. — Ótimo. — ele disse, satisfeito. — Porque essa união não pode falhar. — Não assuste a menina. — minha mãe interveio, colocando a mão sobre a minha, em um gesto que deveria ser reconfortante, mas não era. — Ela não é mais uma menina, Ângela. Ísis é uma mulher e está pronta. Se ser uma mulher e estar pronta era aceitar sem questionar, talvez ele estivesse certo. — Ísis, seja você mesma. — minha mãe me disse com suavidade. Aquilo soava bonito, mas não era exatamente verdade, não nesta noite. — Eu vou ser. — respondi com um sorriso nervoso, tentando sustentar a ilusão. O carro avançou lentamente assim que os portões se abriram. Tive a sensação de estar atravessando um limite invisível. À nossa frente o jardim surgiu perfeito, meticulosamente alinhado. Era bonito de um jeito frio e intocável. A mansão era tão imponente quanto a nossa, talvez até mais. As luzes acesas destacavam as linhas elegantes e modernas. — Lembre-se — meu pai disse, antes que o carro parasse completamente — , isso é maior do que você. Engoli em seco me sentindo pequena. Quando o carro finalmente parou e o motorista abriu a porta, o ar da noite entrou leve contrastando com o frio do ar condicionado e a ansiedade que pesava no meu peito. Meus saltos tocaram o chão de pedra com um som seco, enquanto meus pais se mantiveram ao meu lado, como se estivessem entrando em mais uma reunião importante. — Boa noite. A família Lucchese os aguarda. — O mordomo com um uniforme impecável, postura ereta e expressão neutra nos cumprimentou. Atravessei o hall de entrada tentando me distrair com a grandeza do interior. O piso de mármore, as obras de arte e a iluminação suave gritavam luxo. Tudo perfeito e calculado. Meu coração acelerou ainda mais com o pensamento que eu estava prestes a vê-lo. Minhas mãos estavam frias. — Por aqui — o mordomo nos conduziu por um corredor amplo. Ele então abriu as portas duplas da sala e eles já estavam ali. Melânia e Teodoro se levantaram quase ao mesmo tempo, impecáveis, elegantes e com sorrisos calculados que não chegavam aos olhos completamente. — Sejam bem-vindos. Melânia, disse. — É um prazer recebê-los. Cumprimentei-os como era esperado, repetindo gestos e palavras ensaiadas. Meu pai já conversava com Teodoro como se retomasse um assunto pausado minutos antes, enquanto minha mãe trocava elogios discretos com Melânia. Foi então que eu o vi. Guilherme entrou na sala observando tudo em silêncio. Mas não era só isso. Havia algo na forma como ele se manteve ali quieto. Minha respiração falhou observando cada detalhe dele. Alto, cerca de um metro e oitenta, a pele morena clara, vestia um terno escuro, sem gravata. Os cabelos castanhos levemente desalinhados de um jeito quase proposital. A barba por fazer dava um ar menos perfeito do que o restante daquela casa. Seus olhos castanhos claros, quase dourados cruzaram os meus. Não houve um sorriso imediato, apenas um olhar direto e firme, como se ele estivesse tentando me ler. E naquele momento todas as ideias que eu tinha construído sobre ele pareciam ganhar forma. Desviei o olhar primeiro, porque sustentá-lo parecia arriscado demais. Vê-lo tão perto reacendeu meus sentimentos, me fazendo sentir que nosso casamento não precisava ser apenas um acordo por contrato. Eu me casaria com o homem perfeito por quem estava apaixonada e isso mudava tudo.No orfanato — O que deseja, senhorita? — diz a diretora, olhando para mim.— Bom, eu queria adotar uma criança — digo, colocando o Pedro no chão.— A senhora tem preferência de alguma? — diz a diretora, ainda me observando.— Sim, o nome dela é Pietra — digo, mantendo o olhar firme.— Só um minutinho, vou lá buscar ela e já volto — diz a diretora, se retirando.— Sim, senhora — digo, aguardando.Passaram-se dez minutos e ela voltou com a Pietra.— Maju, você está fazendo o que aqui? — diz a garotinha, surpresa.— Eu vim te adotar, querida. Agora você vai morar com a gente — digo, sorrindo pra ela.— Só você assinar aqui e já pode levar ela — diz a diretora, entregando uma caneta para mim.— Sim, senhora — digo, assinando os papéis.— Oi! Agora vamos ser irmãozinhos — diz Pedro, embolado, abraçando a Pietra.— Sim! Eu vou poder chamar você de mamãe, Maju? — diz Pietra, muito feliz.— Vai sim, minha princesa. Agora vamos, crianças — digo, pegando o Pedro no colo.Depois que saímos do o
Em casa com a MajuPOV MajuDepois de três horas, a médica me deu alta e eu pude voltar para casa. Ela disse que eu precisaria ficar de repouso. Ao chegar, tomei um banho e coloquei uma roupa qualquer. Durante o banho, chorei muito. Olhei para minha barriga e me lembrei do meu filho — o filho que eu não vou poder ver. Então comecei a fazer pequenos cortes na minha barriga e no meu braço. Depois saí, e alguém apertou a campainha.Fui até a escada e vi Red abrir a porta. Era Catarina — a mulher que fez eu perder o meu bebê. Eu a olhei e comecei a chorar. Eles não me viram, então fiquei escutando eles conversarem.— Aqui está seu filho e eu espero que você tome conta dele, até porque você nunca quis. Eu não sei por que está querendo agora — diz Catarina entregando Pedro para ele.— Porque ele é meu filho. Não é justo ele pagar por uma coisa que não é culpa dele. Você já terminou, pode ir embora daqui e nunca mais pisar os seus pés aqui, porque se você voltar eu juro que te mato. Não vou
No quarto com a Maju e o Red— Amor, como você está — diz Red olhando para mim.— Eu perdi o meu bebê, eu não estou nada bem. É horrível a sensação de que está te faltando um pedaço, para mim está faltando. Eu nem pude conhecer ele, eu não pude olhar o rostinho dele. Eu estou muito mal, sinceramente eu nem sei como vai ser daqui para frente, não sei se eu vou aguentar ou se eu vou simplesmente desistir — digo chorando.— Você não pode desistir. Eu estou aqui com você, esqueceu? Sempre estarei, independente da situação. Eu também estou muito triste por ter perdido meu filho, eu queria tanto ter conhecido ele, mas infelizmente não pude — diz Red abraçando-me com lágrimas nos olhos.— Obrigada. Você sempre está comigo e nunca desistiu de mim ou do nosso filho. Não vai ser fácil para mim viver sem ele, até porque ele era o nosso filho. Mas eu vou ser forte porque eu sei que ele está em um lugar muito melhor, onde não vai haver dor e nem sofrimento — digo abraçando ele e chorando.— Você é
Chegando em casa com Maju e red POV Maju Chegando em casa eu vou direto para o banheiro tomar um banho, e o Red veio atrás de mim e a gente tomou banho juntos, depois eu saio do banheiro e coloco um pijama qualquer. — Você tá muito linda amor — diz Red, me abraçando — Eu sei que sou diva neném — digo, abraçando ele. — Eu te amo muito minha dama — diz Red, me olhando — Eu também te amo muito, te conhecer certamente foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, mesmo nos dias mais tristes você estava comigo, me abraçou com seus braços calorosos, eu sinceramente não consigo imaginar minha vida sem você para mim o destino ter colocado você na minha vida não foi um acidente é sim o maior presente. De todas as pessoas que eu já conheci você foi a que eu mais amei e a que eu mais amarei — digo, beijando ele. — Nossa moh você é tudo para mim minha princesa — diz Red, retribuindo o beijo. — Você é incrível Mozão, bora assistir alguma coisa? — digo, olhando ele. — Bora princesa — d





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