Helena passou o dia inteiro tentando ignorar o próprio corpo.
Não por desconforto físico, mas porque ele parecia saber coisas que a mente ainda se recusava a admitir. O toque do dia anterior não tinha sido invasivo, nem impróprio. Ainda assim, permanecia ali, vivo demais para ser esquecido. Não como lembrança, mas como sensação.
Era isso que a assustava.
Ela sempre confiava mais no pensamento do que no impulso. Sobreviver exigia isso. Aprendeu cedo que desejo sem cálculo podia custar caro. E ag