O despertador foi o silêncio. Não o silêncio do sono, mas o silêncio denso e vigilante que emanava da poltrona perto da porta. Carla abriu os olhos, o corpo ainda pesado e dolorido da exaustão emocional, mas a mente alerta, puxada de volta à realidade pelo mesmo instinto que sentira a ameaça de Rafael.
Ele estava lá. Matheus. Sentado ereto na poltrona de veludo, não relaxado, mas em uma postura de prontidão absoluta, como um soldado em vigília. A primeira luz do dia, forte e dourada agora, cort