O quarto de hóspedes na casa de Carla estava mergulhado em penumbra. O abajur deixava um círculo tênue de luz sobre a cama onde Léo dormia, respirando de forma tranquila, alheio ao caos que devastava o mundo de sua mãe. Olívia estava sentada no chão, encostada na parede, as pernas recolhidas contra o peito. As lágrimas haviam parado, mas o rosto ainda estava manchado, e os olhos, vermelhos, denunciavam horas de choro contido.
Cada vez que olhava para o filho, o coração se partia mais um pouco.