O sol da manhã filtrou-se pelas frestas das cortinas como um intruso gentil, pintando faixas douradas no chão do quarto de Carla. Cada raio de luz parecia uma zombaria cruel do turbilhão que habitava o peito de Olívia. Ela permaneceu diante do espelho por tempo suficiente para que seu reflexo começasse a parecer o de uma estranha, uma mulher com seus traços, mas com olhos de alguém que havia envelhecido décadas em uma única noite.
Sua mão trêmula segurava a escova de cabelo sem realmente usá-la