Capítulo 162

O hospital nunca fora tão silencioso.

Nem mesmo durante as madrugadas frias, quando os corredores pareciam túneis de luz branca e ar reciclado.

Agora, o silêncio era diferente.

Era o tipo que nasce depois de uma explosão, o eco do que quase foi destruído.

Olívia estava sentada ao lado da cama, o corpo imóvel, os dedos entrelaçados aos de Ian.

A pele dele estava fria sob a dela, mas viva.

Viva.

Essa palavra soava como milagre e maldição ao mesmo tempo.

O cheiro de queimado ainda impregnava suas
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