Capítulo 161

A fumaça queimava os pulmões.

O vento trazia cinzas e gritos.

Mas nada; nada faria Olívia parar.

— Senhora, não pode passar! — gritou um bombeiro, segurando-a pelos ombros.

Ela se desvencilhou com uma força que não sabia possuir. O hospital ainda estava em sua pele: o avental branco, os pés descalços, o curativo no braço queimado. Mas seus olhos, os olhos de uma mulher que já conheceu o inferno, ardiam mais do que qualquer labareda.

— Ele está lá dentro! — ela gritou, empurrando o bombeiro. — Meu marido está lá!

Carla vinha logo atrás, tossindo pela fumaça, os cabelos desgrenhados.

— Olívia, pelo amor de Deus! — ela tentou alcançá-la. — Você vai morrer aí dentro!

Mas Olívia não ouviu.

O ruído do fogo, o som distante de metal cedendo; tudo se misturava a uma única voz em sua mente: Ian.

O caos ao redor era quase irreal.

Mangueiras jorravam jatos de água que viravam vapor antes de tocar o chão.

O cheiro de gasolina e ferro derretido se misturava ao sal do mar.

Bombeiros gritavam ordens
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