A fumaça queimava os pulmões.
O vento trazia cinzas e gritos.
Mas nada; nada faria Olívia parar.
— Senhora, não pode passar! — gritou um bombeiro, segurando-a pelos ombros.
Ela se desvencilhou com uma força que não sabia possuir. O hospital ainda estava em sua pele: o avental branco, os pés descalços, o curativo no braço queimado. Mas seus olhos, os olhos de uma mulher que já conheceu o inferno, ardiam mais do que qualquer labareda.
— Ele está lá dentro! — ela gritou, empurrando o bombeiro. — M