A música da boate batia como um coração enlouquecido, pulsando nas paredes, nos corpos, no chão. Cada batida era um soco no peito de Olívia, que tentava, a todo custo, fingir que estava solta, leve, parte daquele caos de luzes vermelhas e azuis que piscavam sem piedade, revelando pedaços de rostos e escondendo verdades inteiras.
Carla girava-a pela pista, as mãos firmes, gargalhando como se a vida fosse só aquele instante. O vestido preto colado ao corpo de Olívia parecia gritar mais do que ela