Angelina da Costa
Eu me sentia leve. Tão leve. Livre.
Leve como não me lembrava de ter sido em anos — ou talvez nunca tivesse realmente sido.
Meu corpo ainda carregava os vestígios do toque de Saulo, o calor dos beijos, a risada que dividimos ao tomar vinho no jardim, olhando as estrelas. Elas estavam lindas... Por que nunca as havia notado assim?
Ainda sentia o gosto do carinho que ele espalhou pela minha pele. A ternura do seu olhar.
E mais do que tudo: as borboletas pairando no meu estômago.