azeda

Angelina Garcia

— Chega! — Fernando ainda ria quando doutor Saulo pegou o garfo da minha mão.

— Está vendo? Ele ainda age assim. — Comentei, observando Saulo olhar para o pai, que me fitava. Eu não resisti quando ele tomou o garfo; cedi, satisfeita por ele ter comido ao menos algumas verduras e vegetais. Seu semblante parecia um pouco melhor.

Eu não compreendia muito bem a dinâmica entre pai e filho. Tampouco entendia como Fernando havia conseguido colocar o filho fora do casamento naquela cadeira, à frente de um dos negócios da família.

Ou talvez compreendesse…

Ter presenciado o trabalho de Saulo em duas audiências dizia tudo. Doutor Saulo dominava uma persuasão invejável, e, embora viesse de uma faculdade pública, sua dedicação e rigor ao estudar cada caso eram impressionantes.

— O Saulo é rabugento, Lina, não se incomode. Eu adoraria que você estivesse cuidando de mim assim!

— Mas não está, Fernando, por favor. Pare de olhá-la desse jeito. Não vou permitir que fique cobiçando a Ang
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