Saulo Prado
Eu me sentia possesso, enraivecido. E, quando ouvi o elevador partir, um arrependimento me atravessou. Era tarde demais, mas ela tinha culpa dele ter vindo até aqui — aqueles olhares que trocou com ele me diziam tudo. Como homem, eu sei bem reconhecer.
A verdade é que minha mente não trabalha diferente quando olho para ela. E perceber isso me fez sentir tão sujo, tão igual ao meu pai, que um ódio me consumiu por dentro.
Soquei a mesa, como se pudesse controlar a raiva e todo o desej