Saulo Prado
O corredor parecia infinito.
Eu andava de um lado para o outro, tentando respirar no ar pesado daquele hospital. O cheiro de desinfetante queimava minhas narinas, mas a dor no peito era muito pior. O médico havia dito que Frantesca ingerira comprimidos, mas não o suficiente para estar em risco de morte. Ainda assim, aconselhou a internação. "O risco não é apenas físico, é emocional", foram as palavras dele. E eu só consegui assentir, com a garganta travada, sem forças para argumen