Saulo Prado
Havia um certo alívio em colocar pra fora.
Dizer o que eu sentia. Assumir, sem jogos, que eu a queria. Que eu a quero. Que não se tratava mais de uma brincadeira, de uma transa boa ou de uma distração temporária.
Beijá-la ali, naquele fim de tarde com gosto de recomeço, foi mais do que desejo. Foi escolha.
Mas eu não a levei pra chácara. Nem pra cama. Não dessa vez.
Depois do beijo, entramos no carro.
Ela estava quieta, nervosa.
Tão nervosa que tentou encaixar o cinto de seguranç