Angelina Da Costa
Desci do carro. O coração disparado, a boca ainda quente, o gosto de Saulo nela. Um gosto forte, possessivo, cheio de promessas. Mas também de perigo.
Havia um fogo no meu peito, uma chama recém-acesa que eu não sabia se deveria apagar ou alimentar. Eu tinha sido pedida em namoro. Aquilo soava como um alerta, um choque. Um soco no meio do estômago de alguém que passou a vida inteira controlando tudo.
Era como lutar contra o sentimento de gostar... mesmo já gostando.
Era querer