Saulo Prado
Eu não concordava com a Angelina voltar pro trabalho tão cedo. Ela mal estava conseguindo dormir, tremia com qualquer barulho de carro, fingia que estava tudo bem, tendo pesadelos. Os olhos dela estavam sempre em alerta, como se algo ou alguém fosse surgir a qualquer instante e destruir o pouco de paz que ela estava tentando construir.
Conversei com a Débora, buscando uma solução, tentando tirar a Angelina do escritório por mais um tempo. E aí ela veio com aquela:
- Ela me foi pass