Saulo Prado
Após passar a metade do domingo comigo, Angelina desceu do carro em frente à sua casa. Estava usando a minha blusa larga nos ombros e a saia verde que, na noite anterior, era um vestido. Sorriu de leve ao me olhar, o tipo de sorriso que se prende na memória e causa ressaca no corpo. Caminhou até o portão com a elegância descuidada de quem ainda carregava a noite anterior na pele.
Me demorei nos seus passos, nos quadris soltos, na nuca à mostra, até erguer os olhos e ver ali, na jane