Angelina da Costa
Talvez não existisse maneira mais constrangedora de ser pega.
Débora, minha chefe, estava ali apenas de sutiã com os cabelos loiros bagunçados, maquiagem borrada e olhos ainda intensos sobre mim... e por algum motivo, aliviados. A parte de baixo, felizmente, estava escondida atrás da ilha da cozinha. Mas o caos já era evidente: sacolas jogadas pelo chão, garrafas vazias, um cheiro inconfundível de vinho... e sexo.
Ela me encarava com um sorrisinho debochado no canto da boca, c