Saulo
Atlas saiu ajeitando o perfume, e quando a porta bateu atrás dele, o quarto se encheu de um silêncio que me fez sorrir por dentro. Um silêncio que dizia tudo o que ela tentava negar.
Angelina se encostou na porta, mãos tensas na maçaneta, como se aquilo pudesse servir de escudo contra mim. Só que eu conheço cada movimento, cada respiro dela. Até quando finge força, o corpo dela entrega fraqueza.
- Saulo... - a voz saiu baixa, quase um sussurro. - Eu não quero que você confunda as coisas a