Saulo Prado
Eu me sentia aliviado, mesmo que nada do que fiz à Frantesca fosse apagado. Ela nunca me daria perdão, mas poder desabafar ajudava. Foram anos de culpa, remorso e medo - o medo de ser comparado a Otávio, de ser chamado de monstro, principalmente por ela.
Angelina saiu do quarto dos filhos, fechando a porta devagar.
O olhar que me lançou foi um aviso que não entendi.
- Já conversamos o bastante, não é? - perguntou baixo.
Assenti, com um sorriso.
- Sim... mas você sabe que eu sempre