Angelina Ribeiro
O meu corpo ainda cheirava a sexo. As vozes dos meus filhos, que antes eram distantes, agora eram reais, próximas, inescapáveis.
Olhei para o homem nu deitado na cama, os cabelos desgrenhados, os braços firmes, o abdômen sarado, e o pânico me tomou. Eu não sabia o que fazer. O empurrei às pressas para dentro do banheiro, o peito arfando, a mente em branco. Catei as roupas dele que encontrei pelo chão, jogando contra o corpo dele, e comecei a me vestir com as próprias mãos trêmu