Angelina Garcia
Eu passei o domingo inteiro dolorida. Acabada. Com sono e inebriada. Já não sabia mais o que era sonho, o que era real, ou o que tinha sido apenas uma alucinação provocada por desejo reprimido demais, guardado por tempo demais.
O corpo todo latejava, quente como febre.
As pernas, pesadas. Os quadris moídos. Eu me sentia estranha… vazia e ao mesmo tempo cheia. Marcada. Tocada por dentro.
E tinha nome: Saulo Prado.
Quando meus filhos começaram a bater na porta do quarto, foi que