Saulo Prado
Sávio se afundava sozinho. Eu já estava por um fio com ele. E quando Angelina me disse que Débora não respondeu, entendi de vez. Estávamos à deriva.
Respirei fundo, mas a raiva me puxava pelos colarinhos. Me aproximei do cliente com os olhos faiscando, e por um segundo, juro, se dependesse de mim, eu mesmo o algemava e jogava a chave fora.
— Se soubesse que você mesmo iria se representar na tribuna, eu nem teria vindo. O que somos pra você, palhaços? — disparei, cruzando os braços.