Angelina da Costa
Fechei a porta do meu quarto com o coração acelerado. Era o meu refúgio, o único lugar onde eu me despia do mundo, onde cada canto guardava minha história e minhas cicatrizes.
E ali estava ela: Camila, uma estranha que eu conheci há poucas semanas, sentada na minha cama como se fosse íntima dos meus demônios. Ela sabia. Sabia de algo que eu jamais tiria coragem de contar a ninguém. Não foi confiança... foi desespero. Vergonha. Um grito abafado que só encontrou eco nela.
Mas p