A chuva começou fina, quase imperceptível, mas logo o céu desabou sobre a cidade.
Helena olhava pela janela da cozinha, as mãos apoiadas na bancada, tentando ignorar a sensação de aperto que não vinha apenas da barriga — vinha do medo.
Nos últimos dias, os recados haviam se tornado mais diretos.
Primeiro, uma mensagem anônima no celular:
> “Pare de se meter no que não entende.”
Depois, um bilhete preso no limpador do carro:
> “Você e seu filho não estão seguros.”
Ela não contou tu