A casa estava em silêncio, exceto pelo som suave do vento batendo nas janelas. Helena ainda segurava o envelope nas mãos quando ouviu o barulho do portão se abrindo. O coração acelerou. Por um segundo, pensou que fosse outra ameaça, alguém voltando para garantir que ela tivesse entendido o recado.
Mas era Adriano.
O farol do carro iluminou o hall por alguns instantes antes de se apagar. Ela correu até a porta e, ao vê-lo entrar, o alívio foi quase físico.
— Você demorou… — sussurrou, com a v