O despertador tocou às sete, e Helena abriu os olhos lentamente. O teto branco, as paredes ainda nuas, o som distante de uma cidade que ainda lhe era estranha. Tudo era novo — e ao mesmo tempo, nada parecia realmente começar.
O apartamento pequeno, alugado às pressas, tinha cheiro de tinta fresca e solidão. As caixas ainda espalhadas pela sala eram testemunhas silenciosas de uma vida que ela não tivera coragem de desempacotar por completo.
O filho, Lucas, dormia no quarto ao lado. O som sua