A sala de espera do consultório era fria e perfumada com lavanda.
Mariana folheava uma revista sem enxergar as páginas, o coração acelerado, as mãos trêmulas.
Adriano, sentado ao lado, olhava o chão. Desde a noite anterior, falava pouco. Parecia outro homem — distante, contido, com uma serenidade que, nela, despertava pânico.
Quando a enfermeira chamou o nome dela, Mariana quase não conseguiu se levantar.
O médico, um senhor de expressão serena, cumprimentou-os com gentileza.
— Então,